quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Diário de viagem - 12/01/2011

Mais um dia de tempestade de neve. Estou no alto do KC dentro da cabine vendo a tormenta lá fora. Nesses momentos que estou sem fazer nada aproveito e escrevo um pouco.

Refleti sobre os momentos e experiências que passei desde que eu me dou por indivíduo. Ao refletir cheguei em um aparente paradoxo: por qual motivo eu vivo? Qual é o meu propósito? Se vivi minha vida somente com o intuito de ser feliz, estou preso a uma abstração da minha mente.

A pergunta ficou martelando por algumas horas, até que entendi pelo menos o meu significado. Meu propósito é compreender como o mundo artificial e natural funcionam, para poder melhora-los como puder e tentar responder a indagação mais central da existência humana: por quer como existo no aqui e agora e não em qualquer outro lugar e momento?

Talvez tenha divagado demais, mas vale a tentativa para clarear a mente quando as coisas começam a ficar muito obtusas. Digo isso porque conclui que, seguindo o lema do Arcadismo, Carpe Diem, cada momento com as pessoas que gostamos deve ser único e cada experiência deve ser exaurida ao máximo. Desafetos e inconveniências devem ser deixadas de lado e devemos buscar a compreensão, só é sábio aquele que perdoa.

Aos meus amigos, digo que estou sentindo muita falta de todos e que para mim os momentos que passamos juntos e ainda passaremos serão eternos na minha lembrança. Cada um representa um pouco daquilo que sou hoje, por isso agradeço de coração.




Grigory L. de Castro

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Diário de viagem - 09/01/2011

Hoje estou no topo do teleférico. Daqui tenho uma vista priveligiada das montanhas, mas hoje está nublado e a visão é limitada.

Comprei um livro no sebo daqui, o título é the mathematical experience. Valeu a pena, pois aborda tópicos de filosofia do pensamento matemático e como essa ciência está presente nos diversos ramos do cotidiano. Bom pra quem não conhece muito sobre matemática e melhor ainda pra quem conhece e gosta.

A convivência com os outros da casa tem sido bem tranqüila e legal. 
É divertido chegar em casa e ficar batendo papo e tocando um violãozinho com a galera.
Estou mandando bem no ski! Estou começando a pegar as pistas difíceis, pois elas permitem uma maior velocidade. É simplismente animal!! Adrenalina vai a mil e ainda mais quando a gente desce a montanha naquele gás ouvindo um rock da hora.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Diário de viagem - dia 29/12/2010

Estou fora de casa há 20 dias, mas parece que estou aqui somente há 
alguns dias. Os dias passam muito rápido, ainda mais quando estou 
trabalhando.
A convivência com os outros da asa tem sido bastante amigável. Somos 
na casa em 11, divididos em 6 brasileiros, 3 argentinos e 2 
americanos. Temos praticado pouco inglês na casa, uma que o ambiente 
de descontração e amizade nos faz falar na nossa língua nativa.
O trabalho é um tanto exaustivo, pois temos que remover neve pela 
manhã e preparar os teleféricos para operarem pelo resto do dia. 
Alguns são mais tranquilos, mas nessa época entre natal e ano novo, 
praticamente todos operam quase no limite máximo. O local é muito 
bonito e lembra muito a paisagem da Alemanha no inverno. Pode parecer 
nolstálgico, mas me sinto muito perto da minha infância, ainda mais 
vendo todos os dias dezenas de crianças brincando na neve, lembrando 
de como era boa essa época.
Longe do Brasil e dos meus familiares e amigos, sinto saudades e 
gostaria de te-los por perto. Mudanças críticas nôs fazem refletir 
sobre o que realmente somos e temos. Somos aquilos que praticamos nas 
nossas vidas e temos no final das contas somente nosso caráter. Cada 
qual é especial de alguma forma e todos procuramos pela mesma coisa, a 
felicidade.
Essa viagem ate o momento tem sido uma boa opurtunidade para eu poder 
me analisar e me conhecer melhor. Além de ser uma ótima opurtunidade 
para conhecer o mundo fora da noz em que vivo (gostamos bastante de 
ficar dentro da nossa noz). 
Abraços!
Grigory L. de Castro

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Competição

Fala pessoal!

Desculpa estou sem tempo para postar! Faculdade no final do semestre vira um terror e ainda mais quando você tem que terminar em 3 semanas tudo p/ poder viajar. Bom, escolhi falar um pouco sobre competir hoje.
Um tema bastante abrangente, mas que está em pauta todos os dias.

Na penúltima semana de outburo voltei da competição de AeroDesign promovida pela S.A.E - sociedade do engenheiros da mobilidade, onde desenvolvemos projetos de aeronaves radio controladas e buscamos levantar a maior carga regulamentada possível. Dessa experiência de competição aprendi que não somente estava lá para ganhar ou torcer contra os meus adversários, mas aprendi também que competir favorece o nosso crescimento pessoal. Aprendemos todos os dias coisas novas, pois estamos fadados a competir futuramente seja por uma vaga na faculdade, seja no emprego. 

Competições existem para nos desafiar, forçam a nossa mudança para que possamos alcançar os novos propósitos impostos. A competição existe dentro da natureza, seja nas cadeias alimentares ou na busca por parceiros. Competir passou a ser um elemento pertinente à esfera humana quando nos deparamos com a distribuição social e econômica; sujeitos menos privilegiados competem entre si para alcançar posições e condições que lhe sejam mais favoráveis, onde cada vez menos é necessário se preocupar com a "luta" travada por essa competição. 

O conflito humano provocou diversas transformações, seja no âmbito ideológico como no âmbito social e político. Exemplos desse fato são o conflito ideológico capitalismo/socialismo e a mudança na ordem de monarquia imperial para modelos em geral republicanos parlamentaristas. 

Refletir sobre como as competições de cada dia modificam nossos atos e pensamentos é uma tarefa complicada, pois estamos imersos tão profundamente nesse contexto que já não percebemos. Será que a própria competição não está tomando lugar das nossas metas, ou seja, estamos mentalizando que vamos competir, "batalhar" para conquistar algo e como vamos fazer isso, ao invés de preocuparmos com as nossas metas, onde queremos chegar, será que os meios que utilizamos são válidos, seremos talvez despretenciosos?
Cada um pode refletir de como está agindo, se age somente preparado para o próximo embate ou se está preparado para o caminho que quer trilhar e sabe onde irá chegar.

Pessoal em breve estarei de viagem. Colocarei aqui algumas experiências e fotos minhas durante a viagem. Vai ser bem legal! 
Abraços!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Uma breve descrição do amor

Olá pessoal!
Estava um tempo sem postar nada aqui, pois estava sem tempo por causa de faculdade e coisas afins... Mas agora estou aqui para cumprir a minha parte de escrever! 
Conforme prometido, o tema  será o amor. O sentimento mais discutido e abordado, mas pouco presente na realidade em que vivemos. Vamos ao texto!

Seria o amor a execução de uma sequência pré-definida de liberação de substâncias que causam prazer ao corpo humano? Certamente amar é mais que um par de reações químicas, mas quanto mais? Seria descabido dizer que se trata de um intento divino? No entanto a sua criação é digno de outra de outra discussão, sendo aqui mais valoroso atentar ao fato de como as vidas são regidas por ele, o amor.

A definição de amor em alguns dicionários é a seguinte: afeição acentuada de uma pessoa por outra;objeto de afeição. Dessa forma precisamos recorrer ao significado de afeição e afeto, o qual obtemos a seguinte resposta: sentimento de amizade, dedicação. Surgem dessa breve análise três palavras correlatas, amor, amizade e dedicação. De fato um verdadeiro sentimento de amor é aquele que consegue conter  equilibradamente, esses três elementos identificados. Afeição exacerbada é doença; amizade em excesso é dependência; dedicação em demasia é falta de amor próprio.

Amar não significa ter para si o alvo da ação, mas sim manter uma relação de profunda comunhão com o mesmo, independente do que seja (pessoas, animais, objetos e lugares). Quando se ama, insurge uma satisfação natural, um prazer. Como já disse em textos anteriores, somos seres muitos tendenciosos  ao prazeres. Alcançar uma relação de amor estável é de extrema dificuldade, como podemos observar pelo número cada vez mais expressivo de pessoas descontentes com a vida amorosa que levam ou que planejam para si. 

De fato quando tratamos de pessoas, o sentimento se confunde com o desejo, um plano perigoso para quem não está preparado para as consequências. Amar é algo um pouco complicado, que pouco sabemos. Aqueles que se aventuram, que sejam vitoriosos, na luta fatídica de todos os dias em busca da felicidade.

Um poeminha meu pra completar a noite:

Há momentos
"O amor existe e não existe, isso por si só basta para entendê-lo."

Existe, pois é natural.
Acaso provocado pela nossa débil racionalidade.
Movimento contrário ao rancor e desafeto.

Não existe, pois é imaterial.
Artificial como qualquer relação humana.
Abunda o ódio entre os homens.

Existe no momento que um  pai vê o seu filho
Não quando os homens rivalizam-se
Existe, pois entendemos que não precisa ser recíproco.
Não quando é forçado, pois amar é livre de deveres

Existe porque é preciso existir.
Existe porque de alguma maneira te amo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Imagem do dia da NASA:
Dois observatórios emitem feixes de luz em direção à lua. Os raios servem para analisar a órbita de satélites artificiais que orbitam a lua. Bem bacana.

Prometo que vou escrever os textos esses dias, é que tem prova amanhã...hehehe ai ja viu né...
Até mais pessoal.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Poema no ar!

Fala ai galera!
Aproveitando o tema de hoje, achei um poema que eu escrevi tempos atrás. Se encaixa bem, lógico num contexto poético. Bom lá vai.

No limiar

A brisa de primavera que passa
pelo meu corpo acelerado sobre rodas
tem um ar revigorante e esperançoso,
denotando a volta a vida das flores.

Esse mesmo ar extrapolando às leis naturais
me arrasta contra o meu destino,
seja ele qual for; Quer a minha atenção exclusiva,
quer ser apreciado de maneira plena e eterna.

Mas a urgência dos acontecimento
me impede, ignoro-o por hora.
Continuo minha viagem rumo
a  não sei ao certo, para fazer algo desconhecido.

Novo modelo de produção,
homens trocados por máquinas,
gente sobrando, máquinas faltando;
Eu sobre uma máquina, ela me leva ou eu a levo?


Muito metal e poucas brisas de primavera.
Aquela brisa persiste e me convence,
paro para senti-la, aroma leve de campo,
folhas arrastando na mata beira estrada.

Virado para a mata que cresce ao lado,
parei entre o fim da estrada e o início dessa.
Dois mundos distintos, um ácido-metálico,
o outro belo-caótico, disputando espaço, sobrevivência.
A qual deles pertenço?

Adiantando o tema do próximo texto, acho que vou falar de amor. Pois é, quem nunca falou de amor? Vou começar com um discurso um pouco ousado, espero conseguir me expressar corretamente! Aguarda mais comentários. Comente pessoal, não tenham vergonha!!
Até mais.